Avaliação de produto: sapatilha Kestrel, da Five Ten, para MTB

Avaliação de produto: sapatilha Kestrel, da Five Ten, para MTB

Avaliação de produto: sapatilha Kestrel, da Five Ten, para MTB

Por Raphael Nishimura

Durante alguns meses eu utilizei a sapatilha Kestrel da Five Ten desenvolvida para mountain bike, o teste foi feito em climas, percursos e duração do pedal diferentes e sem dúvida a primeira grande impressão é o conforto. Se não fosse pelo espaço na sola para a colocação do taco, a sapatilha passaria facilmente por um calçado normal.

A Kestrel não possui um cadarço convencional: o sistema de fechamento funciona com fio de kevlar e um disco para fazer o ajuste. Como nem todas as novidades são fáceis de entender, eu sofri um pouco para deixar o disco totalmente solto, pois mesmo girando no sentido que solta o fio, o tênis não entrava no meu pé e como estava com medo de quebrar acabei não forçando.

Resolvi acionar o time Five Ten Brasil para trocar a numeração, porém a próxima numeração ficou extremante grande! E isso intrigou todos, como um número não entra e o outro fica enorme? Resolvemos “fuçar” mais o sistema de fechamento e descobrimos que para soltar completamente, basta puxar o disco e ouvir um “click”, para fechar basta pressionar novamente. Parece fácil né? Mas nós sofremos um pouco até descobrir isso.

 

Raphael Nishimura com sua sapatilha Kestrel da Five Ten

Raphael Nishimura com sua sapatilha Kestrel da Five Ten

Antes de utilizar o pedal com clipe na MTB, eu tinha experiência apenas com o clipe na bike speed e já adianto que são sistemas bem diferentes. Como já adiantei no texto, o conforto, a precisão e o solado de borracha composto com Stealth C4 e Mi6 dão uma segurança enorme para pedalar e após descobrir o funcionamento do sistema de fechamento, dá para sentir a diferença e facilidade para calçar e ajustar a sapatilha no pé.

Outro ponto que chama atenção é a aparência, a sapatilha Kestrel tem um visual muito lindo e que chamou a atenção do pessoal da loja que ajusta minhas bikes e de outros ciclistas. Além de todas essas coisas boas que citei, existem algumas tecnologias que não percebemos, como uma entressola de EVA que é moldada através da compressão, forro interno anti-bacteriano e utiliza materiais hidrofóbicos com o consumo mínimo de água para criar os cabedais sintéticos.

Resumindo, eu testei, estou utilizando e recomendo a sapatilha para quem necessita de mais potência e precisão nos pedais!

Felipe Fontes

Ciclista apaixonado, escalador iniciante e jornalista nas horas vagas. Largou tudo e viveu em sua bike por três anos, desbravando 18 estados brasileiros e 13 países em dois continentes. Hoje vive de tomar banho de cachoeira em Carrancas, sul de Minas Gerais.